segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Simples felicidade
Sabe a história da felicidade?
Você quem me contou...
Nesse bem-estar que você me lançou.
Adoro ficar deitado, e te pensar com amor...
Olhar pra cor de tudo, do dia azul, da negra noite...
Contar as horas e me alçar aos braços teus.
Eu te prometo todo dia, um dia teu
Estar ao lado, e quando tocar o teu cabelo, perceber...
Quanta força há de bem, em estar contigo.
Eu posso nadar durante muito tempo, se a tua praia me esperar...
E caminhar durante horas, se você me chamar.
E é claro que eu quero mais...
Quero você colada em mim, a tua pele junto à minha...
Olhar o teu sorriso, e sorrir também, te ganhar em cada minuto.
E beijo, e beijo, e beijo...
As saudades dão um aperto diferente, fico louco pra te ter.
E durmo já pensando em correr até você...
Que o dia nasça, que só há graça ao te ver.
Daniel Sena Pires – Simples felicidade (28/10/2012)
domingo, 14 de outubro de 2012
Cansaço na matina
É madrugada...
E quer saber de uma coisa?
Eu não sei o que fazer.
Simplesmente, não sei.
Não sei se foi você, que me roubou as forças...
Ou se foi culpa minha...
Mas respirar tem me deixado doente.
Pensar que tudo agora é nada...
E que já não tenho ninguém
É cruel.
Um abraço, é o que eu gostaria...
Mas não seria uma boa idéia
Ainda não consigo não pensar em você.
E o relógio passando, morrendo também...
Sim, também.
Vai dar tudo certo?
Vou me libertar disso, agora...
Dar uma volta aqui por dentro...
Vai dar certo sim.
Tem que ser.
Daniel Sena Pires – Cansaço na matina (15/10/12)
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Insígnia cicatriz
Quanto sono me falta
E como é complicada a caminhada...
Ando meio clichê, meio dolorido
Os amigos não sabem, nem têm como saber
O dia anda torto, mal se põe de pé
E onde está você?
Com aqueles carinhos teus
Meu corpo é refém dos dias, e lá vou eu sofrer
“Que miséria!”, grita a alma
E a resposta é um silêncio maldito...
Que pra acertar na vida, o sujeito sofre.
E erra, e perde, mas quase nunca ganha nada.
E ando bem, aos olhos alheios...
Mas sinto a falta de estar aos olhos teus.
Daniel Sena Pires – Insígnia cicatriz (02/10/2012)
domingo, 9 de setembro de 2012
Do amor perdido

Sabe aqueles dias que você pensa que está morrendo?
Mas não se desespera...
Porque isso te faria o maior bem possível.
E tudo e tudo é nada, e nada é completo, e tudo é errado...
O pior é sentir seus erros corrompendo o divino...
Aquela dor corroendo por dentro.
Por que teve que ser assim?
Eu quero deitar com a paz de espírito dos que amam...
Mas não quero me apaixonar de novo.
Isso que eu sinto, e o que eu ainda vou sentir...
Forram a alma de trevas, o corpo de chagas.
Ando sempre precisando de um drinque, de fumaça...
De sumir.
E não é culpa do amor, é culpa de quem ama...
Eu amava tanto a gente, que ainda hoje sofro o mesmo.
O pior de estar sozinho de novo... é não saber o que fazer com o amor que ainda tenho
Enterrar? Matar?
Sofrê-lo?
Vou me acalmar, que eu sei que o vento leva...
Que eu sei que o tempo passa...
Mas enquanto passa o tempo, não queria viver.
Preciso do torpor que nenhuma bebida me dará...
Sei lá, quero esquecer lembrando, vai ver que é isso que faz doer tanto assim.
Eu lembro que amava...
E não esqueço ainda.
Mas a culpa não é sua.
Quem sabe em outra vida, há de ser belo o tempo todo?
Mas deixemos isso de lado, que meu coração dói de tanto aperto.
A vida está aí, nunca boa, mas está...
E eu sigo, cambaleando, torto, medroso...
Mas sigo, isso há de ser bom?
O tempo dirá...
O que só eu sei, é o que sofro ao deitar a cabeça ao travesseiro.
É mais forte que o dia inteiro, e mais intenso que minha mais cruel madrugada...
Mas há de findar, há...
E não há nada que eu anseie mais.
Hoje, eu estou de “por favor” ao universo.
Tudo lembra “nós”, e “nós” está me matando.
Daniel Sena Pires – Do amor perdido (10/09/12)
domingo, 27 de novembro de 2011
Saudades, amigo... dorme bem

Vou sentir falta do teu abraço
Aquele com o corpo todo...
Não esqueço nunca que sempre ao chegar
Você me recebia, com sorrisos saltitantes
E aquela carinha de bobo
Mas eu não quero mais chorar
...
Você me fez molhar o papel todo
...
O ruim é que você estaria aqui agora
O ruim não... o devastador
Eu não posso mais falar com você
Mas promete que vai me ouvir ainda?
Hem?
E onde você estiver...
Olha só o que você fez!
...
Vou sentir falta disso também
...
E apesar de hoje ser um dia daqueles horríveis
Em todos os sentidos...
Ainda lembro de todas as marcas, de todos os gritos
Da companhia...
De você entrando comigo pela casa escura
Porque eu tenho medo(E agora?)
...
Você foi feliz, não foi?
Hem?
...
Te amo.
Daniel Sena Pires – Saudades, amigo... dorme bem (28/11/2011)
domingo, 15 de maio de 2011
D'où il vient?

Quando em nada esperar
E quando em nada prosseguir
Apostar que és digna de me fazer sorrir
E que desdenhas da solidão junto comigo
Acalenta cristas e marcas de orgulho
Minha costa, o apego
O seguro, a bonança
O desespero necessário
Que só te busca, e só em causa de ti
Ser tua massa carinhosa
Ser teu certo, e teu errado
Quando só nós dois
Aprender meio sem jeito
E decolar os pés em todos os beijos
Avisar do aviso de estar com saudades
Por que tem que ser assim?
E se amar é esperar
Por que ainda é assim?
E se amar for prosseguir
Juro que assim, ou mesmo que difira
Não podemos nos distanciar
E quando bastar eu estar comigo
E estar contigo for também me ter
Terei certeza que tudo é incerto
E que nunca sei onde isso vai dar
Mas pelo menos esse calor
Que regenera ao mastigar
Vai sempre me haver causado …
Me haver mostrado …
De braços dados …
Que amar, ao lado
É uma vontade de estar
De onde ou quando não importa
É só estar, se também estás.
Daniel Sena Pires - D'où il vient? (15/05/2011)
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Rubrique SS A

De quem é a culpa disso tudo?
Quem foi que disse que pra amar é preciso que doa um tanto assim?
Um tanto que fere, que deixa inconsciente
Que corta o fluxo dos dias
Que acorda outras dores já findas
E como podem findas?
Não amo agora, o mesmo que amei quando conheci
Pois somos outras pessoas
Na convivência, e no “eu te amo” diário
Vamos nos tornando um pouco mais nós mesmos
Você não me entende, né?
Não falo de rotina, o amor ainda é o mesmo
Já te acordei por eu estar com frio
Já te beijei porque estavas cansada e era tarde
Já te acariciei por eu estar em falta de carinho
Já chorei pois, mesmo ao lado, não estavas ali
E mais dói morrer por dentro
Do que qualquer outra morte que me poupasse isso
Eu vou ficar bem
Bem
Bem
Eu vou ficar bem
Até que eu me convença que isso é que é a verdade
E que não nos temos mais
Porque depois …
Quando a dor fizer cócegas no meu corpo cansado
Vou saber que é falta
Vou saber que é a mesma
Aquela não finda
Mas que a culpa, se é que se pode chamar culpa, não é tua
Nem é minha
É desse amor que morre de medo de amar.
Daniel S P – Rubrique SS A (09/05/2011)
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